[COMO VOCÊ MORA?]

[COMO VOCÊ MORA?] SISTEMA INTERATIVO DE AVALIAÇÃO PÓS-OCUPAÇÃO DA QUALIDADE DO HABITAR EM MEIOS DIGITAIS
link dos resultados da pesquisa

[Institutos] Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design (FAUeD) e Faculdade de Computação (FACOM) – Universidade Federal de Uberlândia
[Período] 2014 a 2016 (23 meses)
[Financiamentos] CNPq (edital MCTI – nº22/2014)
[Resumo]“Morar” constitui um ato fundamental da existência humana e, por isso, o tema da habitação tem sido constantemente investigado sob diferentes abordagens e pontos de vista. Nesse contexto, a importância da casa, abrigo do “morar”, se justifica por permitir ao ser humano obter uma grande gama de atributos, objetivos e subjetivos, a saber: segurança física e psicológica; privacidade; apropriação; conforto; realização de atividades domésticas, de lazer e produtivas; e estabelecimento de relações comunitárias. Afinal, ao mesmo tempo em que os espaços de moradia são individuais, apresentam sua dimensão coletiva – expressa na relação dos moradores entre si e com os demais usuários do entorno de implantação. Sendo assim, a análise do “morar” deve também estar sempre relacionada com a investigação sobre o território físico e o ambiente em que a casa se assenta.

Indagar “COMO VOCÊ MORA?”, no âmbito desta pesquisa, portanto, busca apreender os múltiplos significados do “morar” em todas as suas escalas: física (a casa em si), comportamental (relativa à moradia – à casa e seus usuários) e ambiental (enquanto habitação – a casa inserida em um contexto urbano). Considerando a importância do morar para o ser humano, justifica-se também a necessidade de saber como os habitantes de nossas cidades estão sendo abrigados. Ou seja, importa avaliar a qualidade do habitar, tanto em suas dimensões objetivas quanto subjetivas. Sendo assim, este projeto de pesquisa tem o objetivo principal de desenvolver um sistema interativo de avaliação pós-ocupação em meios digitais, que permita identificar a qualidade das habitações produzidas e cuja viabilidade, testada em estudos de caso na cidade de Uberlândia (MG), possa fundamentar sua replicação futura em território nacional. Considera-se, portanto, a hipótese de que a qualidade das habitações tende a melhorar, através da montagem e observação, por parte dos arquitetos, agentes imobiliários públicos e privados, de bancos de dados municiados por avaliações pós-ocupação. Este trabalho também pretende dar continuidade a pesquisas desenvolvidas no âmbito do grupo [MORA] pesquisa em habitação, que enfocam justamente metodologias de avaliação pós-ocupação e interfaces digitais, ampliando a discussão sobre novas possibilidades metodológicas na área, por meio da interdisciplinaridade, da adoção de diferentes métodos de coleta de dados e de abordagens não tradicionais.

Variadas formas regulares de morar tem sido frequentemente escolhidas pelos habitantes urbanos (apartamentos ou casas, em condomínios ou em loteamentos), em meio a um grande número de configurações irregulares de moradias (a exemplo de favelas e cortiços). Esta pesquisa enfoca o primeiro grupo, analisando a produção regular urbana que tem se proliferado de forma homogênea e pasteurizada por praticamente todas as cidades brasileiras. Ademais, apesar do esforço no sentido de caracterizar e fundamentar a qualidade da habitação, observa-se que muitos estudos já realizados sobre este tema são limitados, na medida em que os trabalhos comumente focalizam apenas certos aspectos que configuram a qualidade da habitação: sociais e comportamentais, ou econômicos e políticos, ou ambientais e patológicos, ou ainda os antropométricos dos projetos arquitetônicos. Desta forma, torna-se necessário verificar o quanto a produção habitacional atende às diferentes esferas que envolvem o morar: ou seja, às especificações técnicas de materiais e sistemas construtivos; aos modos de viver de diferentes perfis familiares, sociais e culturais; às condições de conforto dos usuários e aos impactos sobre o meio ambiente.

Para tanto, metodologicamente, este trabalho se estrutura em: (i) pesquisa bibliográfica (internet e bibliotecas) sobre Tipologias, Aspectos e Avaliação do Morar no sentido de estabelecer o estado da arte atual da temática proposta; (ii) categorização e definição dos principais atributos abordados na avaliação; (iii) identificação dos limites e recortes do sistema de avaliação a ser desenvolvido a partir das definições acima, caracterizando e definindo suas partes, ferramentas, funcionamento e seus objetivos; (iv) desenvolvimento do sistema interativo de APO em meios digitais em protótipos funcionais (computadores pc); (v) aplicação de pré-testes das ferramentas do sistema em protótipos funcionais com a população de Uberlândia; (vi) desenvolvimento do sistema de APO interativo em meios digitais (internet, tablets e smartphones); (vii) aplicação de testes definitivos do sistema interativo de APO em meios digitais desenvolvido em diferentes tipos de habitações na cidade de Uberlândia (MG), visando sua replicação futura para o território nacional; e (viii) disponibilização do interativo sistema de APO em meios digitais para a comunidade.

Finalmente, a relevância deste sistema reside, além das vantagens já citadas anteriormente, no fato de disponibilizar à sociedade um canal de comunicação digital sobre o “morar”, via internet, tablets e smartphones, explorando recursos interativos e interfaces digitais mais amigáveis e intuitivas. De um lado, promoverá o diálogo entre os habitantes e os agentes produtores da habitação (públicos e privados), fomentando a melhoria contínua da produção da habitação em diferentes escalas e esferas. Mediante as informações coletadas pelo sistema (bancos de dados sobre o morar), objetiva disponibilizar dados estatísticos e científicos que poderão ampliar a qualidade dos projetos na área, bem como nortear o estabelecimento de políticas públicas, normas e legislações. De outro lado, agirá como um meio de informação e conhecimento para os próprios habitantes usuários do sistema na medida em que propiciará o acesso a dados e questões sobre aspectos relativos ao “morar” e seus impactos no ambiente em que residem.

[Palavras-chave] avaliação pós-ocupação; habitação; inovação tecnológica; interfaces digitais; qualidade espacial e ambiental; comportamento e modos de vida.

[Docentes]
Coordenador geral: Profª Drª Simone Barbosa Villa. PPGAU-FAUeD-UFU
Profº Drº Fernando Garrefa. PPGAU-FAUeD-UFU
Profª Drª Maria Adriana Vidigal de Lima. FACOM-UFU
Prof. Drª Viviane dos Guimarães Alvim Nunes. FAUeD-UFU
Profª Ms. Rita de Cássia Pereira Saramago. FAUeD-UFU
Profª Drª. Sabrina Maia Lemos. FAUeD-UFU
Prof.ª Rafaela Nunes Mendonça – FAUeD-UFU
[Discentes]
Abrão Osório Júnior – Graduando em Design FAUeD-UFU
Aline de Souza Lima Abreu – Graduando Curso Ciência da Computação- FACOM-UFU
Ana Paula Seabra Marega Zago – Mestranda PPGAU-FAUeD
Ana Carolina da Silva – Graduando Curso Arquitetura e Urbanismo FAUeD-UFU
Gabriela Barros Portilho – Graduando Curso Arquitetura e Urbanismo FAUeD-UFU
Isabella Gomes de Marco – Graduando Curso de Design FAUeD-UFU
Igor Batista Fernandes – Graduando Curso Ciência da Computação- FACOM-UFU

Lorena Spirandeli Marques – Graduando Curso Arquitetura e Urbanismo FAUeD-UFU
Miguel Henrique de Brito Pereira – Graduando Curso Ciência da Computação- FACOM-UFU
Paloma Ribeiro de Souza – Graduando Curso de Design FAUeD-UFU
Pedro Henrique Viana Silva – Graduando Curso Arquitetura e Urbanismo FAUeD-UFU

Thais Castro Alves de Àvila – Graduando Curso Arquitetura e Urbanismo FAUeD-UFU
Yasmin Carolini Thomeo – Graduando Curso de Design FAUeD-UFU
Tatiane Fernanda de Souza Silva – Graduando Curso Ciência da Computação- FACOM/ UFU

 

 

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